As comunicações

30 04 2008

Os seres humanos, desde a aurora dos tempos, conseguiram comunicar entre si. No início comunicavam com grunhidos, depois com a linguagem gestual, mais tarde a fala e, após milhares de anos, a escrita, em 3000 a.C. A escrita cuneiforme, a forma mais antiga de cálculo e de escrita, foi inventada pelos Sumérios. A escrita hieroglífica, a segunda escrita mais antiga da Humanidade, foi inventada pelos egípcios. Os sinais desta escrita são os hieróglifos. A escrita hieroglífica deu origem a duas formas de escrita mais simplificadas, devido à necessidade de escrever de uma forma mais rápida, a escrita hierática e a demótica.

Infelizmente, os dois modos de escrita eram imperfeitas, como por exemplo, na escrita cuneiforme, poucos conseguiam escrever esta língua devido à necessidade de ter muita habilidade com ferramentas para se poder escrever nas placas de argila. A escrita hieroglífica era uma forma de escrever muito lenta, mas ambas as teorias têm um problema em comum, a sua complexidade.

Mais tarde, no ano de 1500 a.C., apareceu uma escrita muito mais simples, com um número reduzido de sinais, vinte e duas consoantes, como era inicialmente quando foi introduzido pelos Fenícios, até que os gregos adicionaram cinco vogais. Até hoje, é considerado uma das escritas mais simples da Humanidade, ao contrário da escrita hieroglífica, com mais de setecentos sinais. O alfabeto é uma das escritas mais usada na Europa, nos Estados Unidos da América, no Canadá, muitas das colónias de África e na América do Sul. Deste modo, podemos dizer que passou de uma escrita utilizada por comerciantes e marinheiros para facilitar trocas comerciais a uma escrita utilizada utilizada por quase todo o Mundo Ocidental. Como é que essa escrita conseguiu ser conhecida em lugares tão afastados do Mar Mediterrâneo? Quando os Romanos invadiram os territórios do norte da Europa, o Médio Oriente e o norte de África, os Romanos usavam o alfabeto, e os territórios invadidos adaptaram costumes dos Romanos, nomeadamente a escrita, entre outros costumes.

Posso afirmar que a variação da escrita ao longo da história tem sido imensa, mas é pouco provável que possa aparecer um modo de escrita ainda mais simples, que seja muito melhor do que o alfabeto, e que o substitua, como o alfabeto substitui a escrita cuneiforme e a hieroglífica, mas quando os Sumérios inventaram a escrita cuneiforme, ou os egípcios inventaram a escrita hieroglífica, nunca imaginaram uma escrita tão eficaz como o alfabeto…





Ciência e lixo espacial

30 04 2008

Ao longo dos tempos a ciência tem evoluído e, à medida que o tempo avança, as descobertas científicas influenciam-nos cada vez mais. Na verdade, este desenvolvimento chegou a um ponto onde o desequilíbrio entre os prejuízos e os benefícios põe em causa a continuidade da espécie humana.

Um dos prejuízos é o lixo espacial ou poluição orbital, ou seja, os resíduos de tamanhos e formas variadas que orbitam em torno do planeta Terra. Estima-se que existam entre 30.000 e 70.000 resíduos e que tenham entre 1 a 10 centímetros; mas não se iludam pelo tamanho, pois cada um destes pequenos resíduos desloca-se a uma velocidade impressionante e pode perfurar um fato de um astronauta ou ainda provocar danos graves em instrumentos de pesquisa espacial. Como exemplos da poluição orbital temos lascas de tinta, parafusos, satélites desactivados, estágios de foguetes, ferramentas…

Hoje em dia até já existe poluição lunar, isto é, os resíduos de tamanhos e formas variadas que orbitam em torno da Lua, resultantes da “desnorteada” exploração espacial.

A poluição orbital tem muitos contras, pois pode impedir o lançamento e funcionamento de instrumentos de pesquisa espacial, pode provocar o aumento da radioactividade nos estratos mais altos da atmosfera e ainda estamos em perigo de que algum desses detritos nos caia em cima da cabeça (o que ainda não aconteceu graças à atmosfera que nos protege).

Na minha opinião a poluição orbital vai sempre existir e vai ser muito difícil pará-la, pois é graças aos satélites que temos Internet e que é possível falar ao telemóvel entre o Egipto e o Everest. Quando um desses satélites fica desactivado, o Homem trata de colocar outro no espaço. Então surge uma questão: “Será que para diminuirmos a poluição orbital, temos também que diminuir a qualidade de vida que tanto nos custou a ganhar?





Hubble – telescópio espacial

28 04 2008

Ao longo dos séculos, o telescópio tornou-se uma das ferramentas mais importantes no estudo do Universo. Com o passar do tempo e a evolução da capacidade tecnológica humana, os telescópios foram-se tornando mais precisos e poderosos .

O Telescópio Espacial Hubble surge, assim, como um dos projectos científicos com mais sucesso no mundo. Imaginado nos anos 40, projectado e construído nos anos 70 e 80 e em funcionamento desde 1990, mais do que um telescópio, o Hubble é um verdadeiro observatório espacial, contendo instrumentação necessária a vários tipos de observação. O seu nome resulta da homenagem ao astrónomo Edwin Powell Hubble, que em 1929 estabeleceu a relação entre a distância de uma galáxia e a velocidade com que esta se afasta da Terra: quanto mais longínqua a galáxia, maior a velocidade com que esta se afasta. Esta noção forneceu a base da teoria de formação do Universo mais aceite nos dias de hoje, o Big Bang.

Os objectivos do Hubble podem ser resumidos como sendo: investigar corpos celestes, observar estrelas e galáxias e estudar a sua formação e evolução no universo.

Todas as semanas, o Hubble fornece cerca de 120 gigabytes de dados com 400 mil observações realizadas. O Hubble estudou mais de 25 mil objectos.

A grande importância do Telescópio Espacial Hubble deve-se ao facto de ele estar colocado no espaço, fora da atmosfera da Terra. A luz dos astros para chegar a ele não precisa de passar pela nossa atmosfera. Toda a informação que obtemos de um astro está na luz que vem dele.





Os telescópios ópticos

24 04 2008

Os telescópios são instrumentos de observação astronómica utilizados para estudar, essencialmente, os astros.

Existem vários telescópios, como por exemplo:

- o Telescópio Espacial Hubble, que é utilizado para fotografar imagens extraordinárias do Universo (foi posto em órbita terrestre em 1990);

- o Telescópio Terrestre Shane, que é utilizado para encontrar planetas fora do nosso Sistema Solar (localiza-se na Califórnia, Estados Unidos da América).

Os telescópios podem ser colocados fora da atmosfera terrestre para evitar a interferência da mesma.

O primeiro telescópio terá sido inventado no século XVII, por Hans Lippershey, apesar de ter sido Galileu Galilei a primeira pessoa a dar-lhe uma utilização científica.

Mas, antes de existir o telescópio havia outros instrumentos que ajudavam a orientar as pessoas. Contudo, estes instrumentos não aumentavam a imagem dos astros (coisa que o telescópio consegue fazer). Por exemplo, o astrolábio era usado para medir a altura a que um astro se encontrava relativamente ao horizonte.

Com o tempo e com o avanço da tecnologia, foram-se criando melhores telescópios.

Hoje em dia, existe a possibilidade de colocar poderosos telescópios fora da nossa atmosfera terrestre, para evitar a interferência desta, tal como já mencionei anteriormente.

Talvez, como aconteceu antigamente, com o tempo e com o avanço da tecnologia possamos ver a diferença do telescópio, de hoje, com o telescópio existente daqui a 50 anos.





A história dos Dinossauros

20 04 2008

Acerca de duzentos e vinte cinco milhões de anos, apareceu um novo grupo de répteis na Terra. Como todos os répteis, tem a pele impermeável e com escamas e que nascem de um ovo. Estes chamavam-se dinossauros. Durante os seguintes cento e sessenta milhões de anos reinaram a Terra, antes de se finalmente extinguirem.

Esta extinção ocorreu há sessenta e cinco milhões de anos atrás, quando não só dinossauros, mas também outros tipos de criaturas desapareceram para sempre, nomeadamente os répteis marinhos e aéreos. Existem muitas teorias para esta extinção mas ninguém sabe ao certo o que aconteceu…

Actualmente, a teoria aceite é a teoria do asteróide, que defende que um asteróide atingiu a Terra (acha-se que atingiu o México, na Península de Iucatão, devido a uma cratera que foi encontrada com duzentos quilómetros de diâmetro). O impacto resultou numa nuvem de pó que circulou o globo, tapando a luz solar da Terra, trazendo tempo frio e tempestades. Como consequência disto, os dinossauros foram gradualmente, ao longo de um período de vários milhões de anos, extinguindo-se.

Ainda existe a teoria dos vulcões, que defende a existência de múltiplos vulcões na Índia, o que libertou enormes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera, causando um sobreaquecimento, chuva ácida e destruição do ozono. Ambas as teorias são credíveis, mas ainda se está por descobrir qual a teoria correcta.