Moby Dick ou A Baleia

18 03 2008

“(…) tudo quanto agita o fundo opaco das coisas; tudo quanto destrói os nervos e corrói o cérebro, (…) toda a maldade para o louco Ahab era visivelmente personificada em Moby Dick.”

                                                                      In Moby Dick, Herman Melville  

Há pouco tempo terminei a leitura de Moby Dick, uma obra fantástica e emocionante. Com a leitura desta obra conclui que os sentimentos de vingança e ódio só servem para o ser humano se auto-destruir. Elaborei um resumo da obra que gostaria de partilhar convosco… A acção desta história passa-se na América do Norte, no século XIX. O narrador é participante, assumindo o papel de personagem principal: Ismael. Ismael é um rapaz melancólico mas atraído e fascinado pelo mar, já tendo feito viagens pela marinha mercante. Curioso com a actividade da caça à baleia, resolve partir para Nantucket, fazendo escala em New Bedford. Fica alojado numa estalagem onde conhece Queequeg, um arpoador pagão. Após uma semana, partem juntos para Nantucket onde escolhem um navio apropriado para a sua expedição de caça à baleia: o Pequod. Tentaram conhecer o capitão, mas em vão, porque lhes disseram que este estava doente. Só passado um mês a bordo do Pequod (quando entraram em águas quentes) é que o capitão saiu do seu camarote. Chamava-se Ahab. A sua cara era sulcada de rugas, sem expressão. Era um homem aterrador, mas o aspecto mais assustador era a sua perna esquerda de marfim. Tinha-lhe sido arrancada numa das suas viagens, por Moby Dick, um cachalote branco. Tudo o que Ahab queria era destruir a Baleia Branca para se vingar da amputação que sofrera. Ao fim de vários meses avistaram finalmente uma mancha branca no horizonte, cravada de arpões e marcada de cicatrizes. Era Moby Dick. Lançaram-se na sua perseguição que durou três dias e lhes custou seis homens e duas baleeiras. No terceiro dia a batalha foi feroz. As baleeiras foram arriadas e, nesse momento de distracção, a baleia atacou. O navio, vulnerável, ficou completamente destruído, mas o capitão Ahab continuou a lutar, cego pela vingança. O arpão que matou a baleia foi o arpão que matou Ahab, pois este ficou com o pescoço preso na corda do arpão, sendo arrastado com ela. Ismael foi o único sobrevivente, flutuando num caixão-bóia de salvação. No segundo dia apareceu um barco, que o recolheu. 

Recomendo a leitura desta obra a todos vós…





Crítica e análise a um capítulo

6 02 2008

Neste texto não vou falar da matemática… optei por fazer uma crítica e uma análise a um livro, já que só um colega da minha turma (pelo menos que eu saiba), o fez.  Eu gostei especialmente deste livro “Como sobreviver aos melhores anos da nossa vida?”, pela ligação que tem com a realidade e também porque nos ajuda a reflectir em algumas coisas, conseguindo arranjar respostas para algumas perguntas. Este livro fala da adolescência de A a Z, ou seja, das dúvidas, dos dramas, dos problemas, das alegrias, das preocupações, das curiosidades, dos desejos… de tudo o que se possa imaginar sobre a adolescência, de uma forma interessante e divertida, é como se se juntasse o útil ao agradável cativando assim o interesse pela leitura. Um capítulo que gostei especialmente foi “Professores”; é extremamente engraçado e fala dos diferentes tipos de professores, e foi isto que me incentivou a escrever este texto… e a pensar que tipos de professores são os meus.   O meu professor de Área de Projecto é uma mistura entre “Profundo”, porque é simpático, pouco disperso e ocupado com os seus pensamentos e “ Vigoroso”, porque temos de estar sempre a trabalhar e portarmo-nos correctamente na aula, é um defensor do “ trabalho é trabalho” e “recreio é recreio”. A professora de Geografia, é “Literário”, porque fica contente com a profundidade dos assuntos e gosta de frases bem feitas. O professor de Inglês é “Vigoroso”, “ a malta precisa é de trabalhar”. A professora de Matemática, é “Crédula”, pois acredita na nossa inocência, mas depois lá vem o castigo. A professora de Ciências é “Crédula” também. Para o professor de Educação Física escolhi “Desportivo”, pois o lema dele é “O desporto é a minha vida”. A professora de Formação Cívica, é uma mistura entre “Freudiana”, porque se começa a contar o tempo para sair da aula, mas acabamos por ficar ainda mais tempo e “ Vigorosa”. A professora de Francês é uma mistura entre “Não muito nova, mas interessada em ser uma das da malta”, porque está disposta falar do que lhe vai na alma e “Politizada”, por causa de estar sempre interessada em falar no mundo e nas injustiças que nos rodeiam. A professora de Português é algo diferente, talvez “Artística” porque é muito criativa e animada, mas tembém gostaria de dizer, “microondas, cozinheira e engraçada”. A professora de Estudo Acompanhado é “Freudiana”. A professora de História é “Freudiana”, “Vigorosa” e “Literária”. A de Físico-Química é “Profunda” e “Freudiana”. A professora de Educação Visual é uma mistura entre “Artística” e “Crédula”, sempre interessada no nosso potencial criativo. A professora de Música é “Literária”. Infelizmente não tive hipótese de avaliar o professor de Educação Tecnológica, porque ainda não tive essa disciplina. Com tudo o que têm de bom e de mau, são os meus professores e gosto de trabalhar com eles.

  Aconselho este livro, vivamente, a alguém que  tenha especial interesse pela leitura e que goste um pouco de comédia na escrita, como é o meu caso.