Entrevista a um funcionário do Museu do Louvre

24 05 2008

Vou fazer uma entrevista a um funcionário do Museu do Louvre, situado em Paris.
Tiago – Olá. Boa tarde, quero fazer-lhe algumas perguntas. Primeira, qual é o seu nome?
James Jones – Olá, o meu nome é James Jones.
Tiago – Gosta de trabalhar em Paris?
James Jones – Sim, eu adoro, pois Paris é uma cidade clássica, com muita história e eu sou um homem que gosta da História.
Tiago – Como é trabalhar no grande Museu do Louvre?
James Jones – Trabalhar no Louvre é óptimo, mas tem um enorme problema, é muito cansativo. Claro que há várias pessoas a trabalharem ao mesmo tempo, mas eu como sou guia turístico e, como devem saber, o Museu do Louvre demora uma semana a visitar, eu canso-me muito.
Tiago – Compreendo. Quais são as obras que gosta mais no Louvre?
James Jones – As obras que eu gosto mais no Louvre é sem dúvida a Madona das Rochas, depois também há outras obras fantásticas como a Mona Lisa ou a Vénus de Milo.
Tiago – Sendo o senhor um guia turístico, explique-nos as obras que tem o Museu do Louvre. Conte-nos a história do Louvre.
James Jones – O Louvre é um dos maiores e mais famosos museus e atrai milhões de pessoas por ano. A colecção do Barão Edmond de Rothschild, doada ao Louvre em 1935, preenche uma sala de exposição, contendo mais de 40.000 gravuras, cerca de 3.000 desenhos e 500 livros ilustrados, mas o Museu do Louvre tem mais exposições sobre diversos assuntos, tais como arqueologia, história e arquitectura.
Tiago – Obrigado pela sua atenção e adeus.





Orientação pelo Sol

24 05 2008

O movimento aparente do Sol permite a orientação, já que o sol nasce a Este e põe-se a Oeste.
Assim, quando se está virado para o lado nascente tem-se:
– à frente o Este;
– atrás o Oeste;
– à direita o Sul;
– à esquerda o Norte.
Ao meio-dia solar, momento em que o sol atinge o ponto mais elevado, também é possível a orientação pois, a esta hora o sol indica o ponto cardeal Sul.
Quando virado para o Sol, tem-se:
– à frente o Sul;
– atrás o Norte;
– à direita o Oeste;
– à esquerda o Este.
O que se passa com o Sol passa-se com as outras estrelas. Se observadas demoradamente, ter-se-á a impressão de que se movimentam exactamente como acontece com o Sol (movimento de Este para Oeste), quando afinal é a Terra que se move de Oeste para Este. A este movimento das estrelas, dá-se o nome de movimento aparente.
Para além do Sol e das outras estrelas, outros astros aparecem a Este e desaparecem a Oeste. Estes astros foram designados por planetas (do termo grego que significa errar ou vaguear).





O sistema solar

7 05 2008

O Sistema Solar é um sistema planetário inserido na Via Láctea, uma galáxia em espiral, e situa-se no braço do Orionte.

O Sistema Solar é constituído por uma estrela que ilumina todo o Sistema Solar, chamada Sol; oito planetas principais (Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno); imensos planetas secundários (também denominados satélites naturais ou luas); asteróides, cometas, meteoróides, cometas, gases e poeiras.

Ao longo dos tempos, foram-se descobrindo mais e mais planetas secundários no Sistema Solar e também noutros sistemas planetários.

Actualmente encontram-se dezenas de satélites a pairar por todo o Sistema Solar.





Ciência vulcânica

4 05 2008

A ciência é constituída por conhecimentos, usando para o seu estudo muitos dos objectos que temos em casa ou que temos diariamente connosco como o telemóvel. Mas a ciência também tem muito a ver com fenómenos naturais como tempestades, vulcões, chuvas fortes.

A todos estes fenómenos chamamos fenómenos da natureza ou naturais, porque envolvem grande parte da ciência.

Os vulcões fazem parte do estudo da ciência, não só pelos seus efeitos negativos como pela sua beleza científica e até pelos seus efeitos positivos, apesar destes não serem muitos.

Os vulcões são estruturas da crosta terrestre, que estão em contacto com zonas profundas da Terra com a superfície.

Estes expulsam matérias de composição química em diferentes estados físicos, dando assim origem a erupções vulcânicas.

Um vulcão constitui uma câmara magmática (local interior da Terra onde está localizado o magma) e o magma é um material que está a temperaturas muito elevadas.

É através da chaminé vulcânica que ascendem muitos e também muito diversos produtos vulcânicos. Estes quando se acumulam formam um edifício de forma cónica, a que chamamos cone vulcânico.

É também através da chaminé principal que divergem chaminés secundárias, formando assim cones vulcânicos secundários.

É pela abertura superior (cratera) de um vulcão que se liberta os produtos da actividade vulcânica.





Convite aos Alunos do Externato João Alberto Faria

3 05 2008

Queria convidar os alunos desta escola a virem visitar-me nas próximas férias. Estamos situados na Crista Central do Atlântico e há quem diga que somos o verdadeiro extremo mais ocidental da Europa. Somos as nove ilhas do Arquipélago dos Açores!

Nascemos na Era Terciária, nessa altura éramos nove pequenos vulcões que nasceram num planalto submarino. Foi um nascimento um pouco violento e explosivo mas agora estamos todas bastante mais calmas e também com mais idade… Actualmente, já nos habituámos aos seres humanos e adoramos tê-los connosco durante o dia. Com o passar do tempo já aprendemos que podemos cooperar com eles nas mais simples tarefas, mas também gostamos que eles se interessem por nós e nos estudem para que nos possam compreender cada vez melhor e para que nos incluam nas suas férias e momentos especiais. Por exemplo, eu, a ilha de São Miguel, sou a maior ilha deste arquipélago e tenho três vulcõezinhos, eu mesma já fui um grande vulcão mas agora passei o legado aos mais novos. São três mas todos eles diferentes, ainda assim, somos nós quem fornecemos 30% da energia eléctrica consumida nesta ilha – uma energia limpa e renovável que cada vez mais os seres humanos aprenderam a recolher e utilizar. Num dos meus três vulcões, o das Furnas, existe um pequeno conjunto de fumarolas e fontes termais onde se podem encontrar cerca de doze tipos de água, cada uma com a sua própria constituição química e, por isso, cada uma com a sua própria propriedade medicinal, assim como algumas lamas que fazem muito bem à pele e que são muito procuradas pelos humanos. Normalmente também ajudamos na confecção de alguns pratos tradicionais da terra como o “cozido” das furnas que fica sete horas ao nosso cuidado para ficar bem saboroso – o tacho é colocado dentro da terra com os ingredientes e nós damos todo o calor necessário para que a receita saia sempre bem! Por vezes fazemos o mesmo com alguns bolos, onde são usados diferentes tipos de águas medicinais que dão um toque especial à receita.

O facto de nós sermos vulcões fez com que a lava que há muito deitamos contribuísse para termos uma paisagem tão verde e bonita, pois agora crescem espécies de plantas que de outra forma não seriam tão vistosas. E quem nos visita gosta e leva sempre muitas fotografias para se lembrar de nós e mostrar aos amigos.

Muitas vezes, existem microssismos que mostram aos da terra que ainda temos muita vida, ainda assim sabemos que os humanos têm medo que exista uma grande erupção que lhes estrague as casas e as colheitas – afinal temos família por todo o mundo e nem todos são tão bem dispostos e amigos como nós temos sido destes humanos. Entretanto, também sabemos que eles já têm forma de saber quando é que nós vamos explodir e fazer das nossas… medem o tempo que dura os microssismos, estudam a superfície dos vulcões à procura de deformações e as emissões gasosas. De qualquer forma, o mais seguro nesses nossos maus dias é mesmo: FUGIR!

Ainda assim, convidamo-vos a visitar-nos com a promessa de nos portarmos bem.

Cumprimentos,

Ilhas São Miguel, Santa Maria, Terceira, Graciosa, São Jorge, Faial, Corvo, Flores e Pico





As comunicações

30 04 2008

Os seres humanos, desde a aurora dos tempos, conseguiram comunicar entre si. No início comunicavam com grunhidos, depois com a linguagem gestual, mais tarde a fala e, após milhares de anos, a escrita, em 3000 a.C. A escrita cuneiforme, a forma mais antiga de cálculo e de escrita, foi inventada pelos Sumérios. A escrita hieroglífica, a segunda escrita mais antiga da Humanidade, foi inventada pelos egípcios. Os sinais desta escrita são os hieróglifos. A escrita hieroglífica deu origem a duas formas de escrita mais simplificadas, devido à necessidade de escrever de uma forma mais rápida, a escrita hierática e a demótica.

Infelizmente, os dois modos de escrita eram imperfeitas, como por exemplo, na escrita cuneiforme, poucos conseguiam escrever esta língua devido à necessidade de ter muita habilidade com ferramentas para se poder escrever nas placas de argila. A escrita hieroglífica era uma forma de escrever muito lenta, mas ambas as teorias têm um problema em comum, a sua complexidade.

Mais tarde, no ano de 1500 a.C., apareceu uma escrita muito mais simples, com um número reduzido de sinais, vinte e duas consoantes, como era inicialmente quando foi introduzido pelos Fenícios, até que os gregos adicionaram cinco vogais. Até hoje, é considerado uma das escritas mais simples da Humanidade, ao contrário da escrita hieroglífica, com mais de setecentos sinais. O alfabeto é uma das escritas mais usada na Europa, nos Estados Unidos da América, no Canadá, muitas das colónias de África e na América do Sul. Deste modo, podemos dizer que passou de uma escrita utilizada por comerciantes e marinheiros para facilitar trocas comerciais a uma escrita utilizada utilizada por quase todo o Mundo Ocidental. Como é que essa escrita conseguiu ser conhecida em lugares tão afastados do Mar Mediterrâneo? Quando os Romanos invadiram os territórios do norte da Europa, o Médio Oriente e o norte de África, os Romanos usavam o alfabeto, e os territórios invadidos adaptaram costumes dos Romanos, nomeadamente a escrita, entre outros costumes.

Posso afirmar que a variação da escrita ao longo da história tem sido imensa, mas é pouco provável que possa aparecer um modo de escrita ainda mais simples, que seja muito melhor do que o alfabeto, e que o substitua, como o alfabeto substitui a escrita cuneiforme e a hieroglífica, mas quando os Sumérios inventaram a escrita cuneiforme, ou os egípcios inventaram a escrita hieroglífica, nunca imaginaram uma escrita tão eficaz como o alfabeto…





Ciência e lixo espacial

30 04 2008

Ao longo dos tempos a ciência tem evoluído e, à medida que o tempo avança, as descobertas científicas influenciam-nos cada vez mais. Na verdade, este desenvolvimento chegou a um ponto onde o desequilíbrio entre os prejuízos e os benefícios põe em causa a continuidade da espécie humana.

Um dos prejuízos é o lixo espacial ou poluição orbital, ou seja, os resíduos de tamanhos e formas variadas que orbitam em torno do planeta Terra. Estima-se que existam entre 30.000 e 70.000 resíduos e que tenham entre 1 a 10 centímetros; mas não se iludam pelo tamanho, pois cada um destes pequenos resíduos desloca-se a uma velocidade impressionante e pode perfurar um fato de um astronauta ou ainda provocar danos graves em instrumentos de pesquisa espacial. Como exemplos da poluição orbital temos lascas de tinta, parafusos, satélites desactivados, estágios de foguetes, ferramentas…

Hoje em dia até já existe poluição lunar, isto é, os resíduos de tamanhos e formas variadas que orbitam em torno da Lua, resultantes da “desnorteada” exploração espacial.

A poluição orbital tem muitos contras, pois pode impedir o lançamento e funcionamento de instrumentos de pesquisa espacial, pode provocar o aumento da radioactividade nos estratos mais altos da atmosfera e ainda estamos em perigo de que algum desses detritos nos caia em cima da cabeça (o que ainda não aconteceu graças à atmosfera que nos protege).

Na minha opinião a poluição orbital vai sempre existir e vai ser muito difícil pará-la, pois é graças aos satélites que temos Internet e que é possível falar ao telemóvel entre o Egipto e o Everest. Quando um desses satélites fica desactivado, o Homem trata de colocar outro no espaço. Então surge uma questão: “Será que para diminuirmos a poluição orbital, temos também que diminuir a qualidade de vida que tanto nos custou a ganhar?